Monday, March 10, 2008

Roslin e o retrato

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Retrato é mimesis, contrato de eternidade. Atravessa eras, escolas, estilos. O retrato soberano ou aristocrático é garante de poder. Ainda vaidade.

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Piero de la Francesca (1415-1492), Ghirlandaio (1449-1494), Rafael (1483-1520), Leonardo (1452-1519), Ticiano (1488-1576), Caravaggio (1571-1610), Velasquez (1599-1660), Rubens (1577-1640), Frans Hals (1581-1666), Rembrant (1606-1669). Os Mestres. .


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Século XVIII. Um tempo em que as casas reais protegiam os artistas e cuidavam dos espíritos iluminados. O retratista sueco Roslin era o preferido da aristocracia europeia.


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. Curioso viajante, Roslin deixa a Suécia para percorrer a Europa. Trabalha para a corte de Bayreuth, em Itália descobre os trabalhos renascentistas, demora-se em Paris, onde a Académie o recebe encantada. Viena e São Petersburgo fazem ainda parte do seu caminhar, aqui chega a convite da csarina Catarina II. Ter o privilégio de ser por ele pintado dizia da representatividade do retratado na sociedade. . .

. . . Mestre do pregueamento e bordado, exímio na pintura dos tecidos, o olhar das suas personagens diz, ainda, de quanto na alma lhes penetrava. .

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Alexandre Roslin (1718-1793)


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8 comments:

elisabete do encanto said...

Teresa


Vc e perfeita!

obrigada por tanta cultura!

estou escrevendo tambem no
http://republicapopulardacultura.wordpress.com/

aparece tem arte islamica!

Anonymous said...

Para além das expressões dos rostos, os retratistas ainda se esmeravam no pormenor secundário, sem os quais o trabalho(quase sempre encomenda) não estaria perfeito nem pronto.
Épocas de falso fausto para muitos, de miséria para quase todos. E que bom teria sido se muitos destes grandes artistas tivessem pintado a realidade dos caminhos. Só que nestes não havia quem lhes pagasse nem lhes desse prestígio.

Parabéns pelo bom gosto, e pela qualidade de sempre.

rigoletto

peregrino said...

ajeito o cálice
e sobre ele verto o vinho velho,
essa espuma de semente e memória
que dos gregos me chega,
qual retrato submerso no palimpsesto dos dias,
e comemoro, “atravessando todas as eras, escolas, estilos”,
a partir do primeiro retrato
- o da noiva grega que delineou na parede,
à luz dos círios, a silhueta projectada
pelo corpo do seu amado que para a guerra partia -,
a arte divina de todos os pintores retratistas que lhe sucederam.


P.S.: as palavras aspadas são da autora do “post”.

Dizem que é lenda a história relativa ao que terá sido o primeiro retrato de que há memória, mas lá que é uma bonita e comovente lenda, lá isso é. :)

Sublimes as apresentações imagética e textual.

Um abraço.

Nilson Barcelli said...

Belas pinturas, gostei de ver.

Há quanto tempo não a visitava (e vice-versa...). Há quase um ano pelas minhas contas...

Um bom resto de semana.
Beijinhos.

Vieira Calado said...

Esta maneira clássica de retratar pessoas, continua, parta mim, a ser sublime.
Cumprimentos

Anonymous said...

Gostei deveras

Nilson Barcelli said...

Como não há novos posts, desejo-lhe uma Páscoa Feliz.

Beijinhos.

Pedrita said...

belíssimas imagens. adorei conhecer alguns pintores. acho sempre interessante lembrar que as pessoas conseguiam guardar as suas imagens pelos retratos dos pintores. estamos hj tão acostumados a máquina fotográfica que nos esquecemos desse detalhe. e só se perenizavam os que tinham dinheiro. beijos, pedrita