Monday, January 14, 2008

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entre a irreverência e a inocência
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a candura
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enigmáticas e serenas
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as meninas/mulheres de
ray caesar
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num mesmo tempo bizarras, provocadoras, sensíveis
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universo onírico, ficcionado
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de quietude e inquietude
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6 comments:

Spectrum said...

....a lembrarem um pouco a Lolita de Nabukov...
é bom respirar aqui.
Beijos

teresamaremar said...

Spectrum,


great!!! Lembro Jeremy Irons...

bem que um excerto Nabokov teria ficado bem aqui :)

Grata pela ponte.

Boa semana!

peregrino said...

Fantástico, insinuante, belo!

Com a arte eu sou como uma criança numa loja de doces...
Ray Caesar.


Diria que a figura principal da sequência de imagens que nos trazes lembra, também, na sua onírica e serena candura mesclada de inquietude e irreverência, a Margarita de Mikahil Bulgakov. E porque nos falas de um excerto, trago aqui um, não do romance de Nabokov mas sim do de Bulgakov. :))




“(…)
A voadora, nua e invisível, tentava conter-se e acalmar-se, mas as suas mãos tremiam de impaciência.
(…)
Margarita subiu ainda mais, e então todo o emaranhado dos telhados se sumiu pelo chão e, em vez dele, surgiu lá em baixo um lago de luzes eléctricas tremulantes, e esse lago elevou-se de súbito verticalmente, (…) enquanto por baixo dos seus pés brilhava a Lua.
(…)
- Cidades! Cidades! – gritou Margarita.
(…)
Fechando os olhos, oferecia o rosto ao vento e pensava com alguma tristeza na margem do rio desconhecido que acabava de deixar (…) Depois de todas as feitiçarias e prodígios daquela noite, adivinhava já a casa para onde a levavam(…) A esperança de aí recuperar a felicidade tornava-a intrépida.
(…)
Completamente nua, com os cabelos esvoaçando desgrenhados, Natacha voava montada num porco gordo. (…) Olhando com atenção, Margarita reconheceu no porco Nokolai Ivanovitch, e então o seu riso ecoou por cima da floresta, misturando-se com o riso de Natacha.
-Natacha! – gritou Margarita estridentemente. – Untaste-te com o creme?
- Minha querida! – respondeu Natacha despertando com os seus brados o pinhal adormecido - Minha rainha de França, eu também lhe untei a careca a ele!
- Princesa! – berrou o porco com voz chorosa.
(…)

(in "Margarita e o Mestre", de Mikkhail Bulgakov, da Contexto, Editora, Lda.)





As minhas desculpas pelo excessivo espaço ocupado.

rigoletto said...

"A work of art has no importance whatever to society. It is only important to the individual."

Aqui está a citação sugerida.

E com ela, um bom ponto de reflexão, para além dos parabéns pela originalidade deste magnífico post.

teresamaremar said...

Boa-tarde Peregrino

bem como quanto ao anterior, deste também há um filme, mas não o vi, nem o livro li.

Obrigada por mais uma ponte :)

E uma boa semana.

teresamaremar said...

Boa-tarde Rigoletto


sim, importante para o indivíduo, e aqui incluo quer o autor/artista quer o amante de arte

ainda que imperiosa seja a voz interior, ao artista move também o prazer, e assim produz para o deleite de outros

:) as meninas/mulheres de Ray encantam


Obrigada. Boa semana.