Thursday, May 17, 2007

Da Têmpera ao Óleo

.
..
Na pintura acima, “Os Esposos Arnolfini”, de Van Eyck, 1434, encomenda feita por um rico comerciante da Flandres, de modo a assim registar o seu casamento, vemos em primeiro plano os esposos. Observando com atenção o espelho ao fundo, nele vemos uma parte da pintura, onde duas figuras junto à porta testemunham o acontecimento (um homem jovem vestido de azul, provavelmente o pintor, e outro de vermelho.
A cena é detalhada e para tal conseguir Van Eyck não podia recorrer à têmpera devido à sua secagem rápida. Assim, este pintor flamengo é um dos primeiros a utilizar a pintura a óleo, que lhe permitia alongar-se no tempo, passando dias trabalhando no efeito de um pedaço de renda.
.
.
A têmpera (cor em pó diluída com aglutinante: goma, cola ou ovo) era o processo utilizado para a pintura “a fresco”. Com a ajuda de uma agulha picotava-se um cartão, polvilhando os orifícios com pó de carvão coberto por areia fina, assim se “decalcando” o desenho contra a superfície, parede ou tecto, coberta por gesso fresco.
Depois, havia que ser rápido a pintar, de um só traço, para que nem a mistura de base nem a têmpera secassem, ou todo o trabalho teria de ser refeito. Giotto era um entendido no “fresco”. De mão segura não usava o desenho, pintando directamente, e sem retoques.
.
.
Contudo, o desenho prévio não é depreciativo, Van Eyck, um dos primeiros pintores realmente célebres, trabalhando por encomenda da Igreja e de ricos comerciantes, recorria ao croquis antes da pintura, anotando com números os espaços correspondentes às cores que ía utilizar.
.
.


6 comments:

Bandida said...

estou encantada com o teu blog!!!!!!!!!


beijosssss


B.
____________________________

Rui Luís Lima said...

olá tersamaremar!
obrigado pela visita e comentário ao nosso blogue de cinema.
Nunca lemos "O Homem Sem Qualidades" do Robert Musil, mas esta obra faz parte daquelas que estão na nossa lista para descobrir. Sabemos que há uma edição dos Livros do Brasil em três volumes. Ela faz dueto com o "Jean Christopher" do Romain Rolland, no sentido em que ambas fazem falta na nossa pequena biblioteca, esta última também esgotada.
Adoramos a Sétima Arte daí a existência do blogue, no sentido de a divulgar.
Gostámos imenso do seu blogue, não o conhecíamos, assim como do "Artes Duas" (adoramos Magritte)
iremos passando por aqui:)
cumprimentos cinéfilos e bom fim-de-semana
paula e rui lima

rigoletto said...

Interessante.
Usar desenho prévio não seria depreciativo, mas pintar directamente teria por certo mais mérito.
E quantos utilizaram o desenho sem o dizer?
Fico à espera de mais "manhas" desmascaradas.

teresamaremar said...

Muitos utilizaram o desenho, a imagem projectada, mais recentemente, a fotografia trabalhada em computador, etc etc.
O desenho é, ainda assim, o mais inócuo porque trabalho prévio, porque também ele arte.

Anonymous said...

Teresa

parabéns!

belo post!

como sempre!

Tenha uma linda semna!

elisabete cunha

isabel mendes ferreira said...

boa noite T.
____________________________






Mulher "iluminada".



beijo.