Thursday, May 10, 2007

Psicologia das Cores

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Paul Gauguin (1848-1903). Mahana no atua (Day of God), c.1894
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O objectivo primordial da psicologia das cores, mais do que definir preferências, é determinar as relações entre estas enquanto manifestações e os acontecimentos psíquicos a elas associados. Observemo-las segundo os testes de Luscher.
O
amarelo caracteriza-se pela claridade, reflecte e irradia luz, incita ao futuro, impulsiona. Na pintura alivia o fastidioso.
O
azul
apela à tranquilidade, a um estado de paz e satisfação. O escuro conduz às vivências interiores, remete para dentro de nós. O claro torna-se mais elástico, mais compensatório.
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Vincent van Gogh (1853-1890). Cafe Terrace at Night, 1888
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O branco é uma cor redutora, diz da falta de controlo e de domínio.
O
cinzento é a cor da neutralidade. Não é nem colorido, nem claro nem escuro, nem tenso nem aliviador. Livre de qualquer influência psíquica, fronteira do nada, é a cor da abstracção, do resguardo. Na sua tonalidade escura tem uma função neutralizadora, é a cor da repressão, de retorno ao interior.
O
verde representa a estabilidade e reunião de forças, compensação entre mundo exterior e interior, perseverança. É compensatório.
O
castanho
é um vermelho amarelado escurecido, onde a força vital do vermelho se atenua e a vitalidade se torna passiva, sendo ao mesmo tempo energia positiva.
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Maurice Vlaminck (1876-1958). Le Restaurant de la Machine à Bougival, 1906

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O preto tem tendência a bloquear sentimentos afectivos, mais potente que o cinzento não é desagradável mas estabilizador. É o limite absoluto, barreira, supressão.
O
vermelho é força vital, impulso para conquistar o êxito. Da força instintiva sexual à transformação revolucionária.
O
violeta é, a um mesmo tempo, inibidor e estimulante, tranquilidade e instabilidade. Sinal de evolução e mudança. Mistura de vermelho e azul, é impulsividade, hipersensibilidade e encantamento.
O
púrpura
é autoridade e dignidade. Muito usado nos mosaicos bizantinos é uma cor a que deixou de se prestar muita atenção.
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Henri Matisse (1869-1954). The Dinner Table (Harmony in Red), 1897
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Cada um de nós, perante um conjunto, predominância ou ausência de uma cor, experimenta diferentes sensações, de bem ou mau estar, de prazer, aversão ou perturbação.
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Obras:
Pós-Impressionistas Gauguin e Van Gogh
Fauvistas Vlaminck e Matisse
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7 comments:

rigoletto said...

Gostei muito destes quadros.
São quentes. Alegres. Vivos.

Anonymous said...

Que post maravilhoso Teresa........
Parabéns!!
emocionei-me!!!
Elisabete cunha

Anonymous said...

Minha colorida e linda amiga!
beijos!
elisabete cunha

Anonymous said...

teresamaremar,Você está completamente certa em afirmar que o sortudo sou eu em ter uma grande mulher chamada Elisabete Cunha.

Nelson Amorim

Knoxville said...

Finalmente encontro um blogue de crítica de arte. A arte na tela. Porque a crítica é semelhante à pintura: tanto uma como a outra não reproduzem simplesmente uma realidade ou ficção; integram-na, preenchendo-o as lacunas.

Podes contar com a minha visita futura :)

Cumprimentos!

teresamaremar said...

Boa noite Rigoletto

a cor aquece a alma, aconchega
que bom que gostou :)

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Olá Elisabete e Nelson

bonita de ver essa cumplicidade, só assim vale a pena, não é? :)

benvindos ambos

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Boa noite Knoxville,

benvindo também

Obrigada pelas palavras

peregrino said...

num gesto de pureza e claridade
acaricias o horizonte das cores e das palavras
com o aroma sempre fresco das flores e dos frutos maduros.


belo, o que aqui nos trazes.